MXML Code Styling
Nos últimos anos as linguagens de marcação vêm ganhando espaço também na definição das interfaces de usuário dos aplicativos. Você ainda duvida disto? As linguagens de marcação são mais convenientes do que as linguagens de programação para definir interfaces de usuário. MXML Code Styling é uma proposta de padronização na utilização das Tags da linguagem de marcação do Flex.
No MXML as Tags representam os nomes dos componentes. Já os atributos das Tags podem ser três coisas:
- Eventos
- Triggers (eventos especiais que disparam efeitos)
- Propriedades
Ex:
< mx:Button label=”Clique me” click=”alert(‘Hello World’)” showEffect=”Fade”/>
Para aumentar a legibilidade deste código é importante que exista um padrão na utilização destas Tags e seus respectivos atributos. Como no Flex um atributo pode representar três entidades diferentes de um componente (eventos, triggers ou propriedades) podemos estar diante de uma boa maneira de organizar as Tags. No exemplo abaixo temos o seguinte esquema:
- A primeira linha é reservada para o id do componente
- A segunda para os Eventos
- A terceira para os Triggers
- A quarta e última para as Propriedades
Ex:
< mx:DataGrid id="myDG"
change=”changeHandler()” cellEdit=”cellEditHandler2()”
showEffect=”Fade” hideEffect=”Fade”
dataProvider=”{myData}” width=”100%” height=”100%”/>
Esta divisão é boa, mas ao considerarmos a importância dos atributos da Tag podemos modificar ainda mais este esquema para facilitar a manutenção nas RIAs feitas em Flex. Assim, por ordem de importância – durante a fase de manutenção - podemos separar os atributos da seguinte forma:
- A primeira linha é reservada para o id do componente
- A segunda para os Eventos
- A terceira para as Propriedades mais importantes (tais como as que contêm Data Binding)
- A quarta para os Triggers
- A quinta e última para as Propriedades menos importantes (tais como as de layout)
Ex:
< mx:DataGrid id="myDG"
change=”changeHandler()” cellEdit=”cellEditHandler2()”
dataProvider=”{myData}”
showEffect=”Fade” hideEffect=”Fade”
width=”100%” height=”100%” />
Isto deve facilitar a manutenção porque a primeira coisa que um programador geralmente procura em um componente (Tag) é “quem” está tratando determinado evento. As propriedades que usam o Data Binding, na terceira linha, também são importantes porque têm a ver com a representação interna do componente. Depois disto vêm os efeitos e o layout respectivamente. Geralmente o layout é mais importante na fase de prototipação. Depois desta fase as mudanças no layout não costumam ser tão freqüentes, relegando a estas propriedades uma posição menos importante na fase de manutenção.
Assim como o artista dá vida à sua obra também o programador dá vida ao software. Sim, programar é uma arte! A arte de resolver o problema da melhor forma possível dentro do prazo estabelecido e de tal forma que mudanças possam ser facilmente implementadas no futuro. Também, assim como os artistas os programadores devem ter seu estilo. O problema, infelizmente, é que ainda existem muitos programadores Dadaístas.

Nú Descendo Uma Escada - Obra de Marcel Duchamp (um dos principais artistas Dadaístas).
Vai me dizer que você nunca se deparou com um código tão confuso quanto esta obra de Marcel Duchamp?
- Por Beck Novaes em 31/January/2006
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