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O capital social e intelectual

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                     A principal mudança percebida na virada do século, no que diz respeito ao relacionamento empresa-funcionário, é a forma de valorizar este relacionamento. Da era da indústria à era da informação, é fato que as empresas começaram a perceber que os funcionários são os seus principais ativos, e não somente o capital, e que os funcionários devem ser tratados como investimento e não mais como despesas.

                     A estratégia de implantação desse sistema tem a ver com a construção ou formação de inter-relacionamentos, seja no local de trabalho, com os clientes, e no mercado como um todo, de forma que, ambos, empresa e funcionário, se sintam compreendidos, completos e atendidos em suas necessidades.

                     Essa estratégia corporativa esta levando o fator humano cada vez mais em conta, reconhecendo o potencial dos funcionários, deixando-os envolvidos em decisões, educando, treinando e contemplando de forma financeira, social e psicológica.

                     Considerando as pessoas e seu alinhamento com os valores da empresa, atrair manter as pessoas certas, também faz parte da estratégia das empresas, que passam a:

  • Contratar e realocar pessoas tanto dentro como fora da empresa, incentivando-as no que mais gostam de fazer, permitindo expressar seus talentos e sua paixão.
  • Evitar a concorrência dentro da empresa, fazendo com que as pessoas passem a cooperar e não competir entre si.
  • Promover a recompensa econômica, mental (desafios à criatividade), social (relacionamento interno, respeito e reconhecimento) e espiritual (sentimento de atendimento a bons ou nobres propósitos).
  • Reduzir a burocracia da cultura organizacional, e promover uma liberdade ou “autonomia dirigida”, utilizando de critérios que elas mesmas passam a desenvolver, orientados por uma liderança distribuída por toda a organização, que é uma opção e não obrigação.

                      Esta ótica afirma o valor potencial das pessoas, de forma que estas passam a levar uma vida de relacionamentos baseados na confiança, buscando alternativas mais criativas e sinérgicas. As pessoas têm de se sentir identificadas com o propósito da empresa, envolvida em atividades importantes, sendo ouvidas e corrigidas, pois assim elas produzem e são reconhecidas. As empresas ao estimularem as pessoas dessa maneira, passam a percebê-las como o novo capital, o capital social e intelectual.

Por Marcello Rego em 24/May/2008
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